Paciente que tocou violão e cantou Legião Urbana durante cirurgia tinha música como paixão e morreu após luta contra câncer

  • 04/11/2026
(Foto: Reprodução)
Paciente toca violão e canta Legião Urbana durante cirurgia no cérebro em Marília O paciente submetido a uma cirurgia para retirada de tumor no cérebro em que tocou violão e cantou "Tempo Perdido", da banda Legião Urbana, e que morreu nesta segunda-feira (2), tinha a música como uma das principais marcas da vida pessoal. Fábio Aparecido Pereira dos Reis tinha 51 anos, atuava como supervisor de engenharia e costumava se apresentar informalmente em barzinhos, festas e encontros de família no interior de São Paulo. 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Fabio Aparecido Pereira dos Reis fez uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral enquanto tocava violão e cantava Legião Urbana Arquivo pessoal/Reprodução Morador de Pompeia (SP), Fábio não resistiu ao tratamento e às complicações pós-operatórias contra um glioma, tipo agressivo de câncer cerebral diagnosticado em setembro. O sepultamento do morador foi realizado na manhã desta terça-feira (3), no Cemitério Municipal de Pompeia. A música acompanhou Fábio durante anos e acabou sendo determinante para o procedimento médico na Santa Casa de Marília (SP). "Ele sempre gostou muito de tocar violão, guitarra e cantar. Já fez shows em barzinhos, festas de aniversário e churrascos de família e amigos", conotu a viúva, Edineuza Reis, de 55 anos, em entrevista ao g1. LEIA TAMBÉM Hospital Amaral Carvalho de Jaú realiza crioablação em paciente com câncer de mama em estudo internacional inédito Professora adapta aulas para crianças internadas em hospital do interior de SP: 'Muito além de ensinar' Conheça a história da brasileira que negou doença renal, decidiu ir ao Canadá e se rendeu ao amor do marido com doação de rim Diagnóstico e primeiros sintomas A rotina de Fábio mudou de forma repentina pouco antes da intervenção cirúrgica. Os primeiros sinais de alerta começaram com queixas frequentes de dores de cabeça, episódios de confusão mental, alterações na fala e falhas de memória. "Ele já tinha passado por cardiologista, gastroenterologista e neurologista e ficou afastado do trabalho por uma semana. Um dia, eu percebi que ele estava mais confuso e o levei para a Santa Casa de Marília. Lá fizeram uma tomografia de crânio e descobriram o tumor. Ele foi direto para a UTI, porque o cérebro precisava desinchar antes da cirurgia", relembrou Edineuza. O diagnóstico de glioma foi confirmado no dia 2 de setembro. Seis dias depois, no dia 8, ele entrou no centro cirúrgico. Acordado na sala de cirurgia Fábio toca violão e canta Tempo Perdido do Legião Urbana enquanto passa por cirurgia para retirar um tumor cerebral Santa Casa de Marília/Reprodução Para reduzir os riscos de sequelas definitivas, a equipe médica optou pela técnica de craniotomia com o paciente acordado. O neurocirurgião responsável, Ruy Okaji, explicou que o método permite testar áreas nobres do cérebro enquanto o tumor é retirado. Ao saber do histórico de Fábio com os palcos e rodas de viola, os especialistas integraram o instrumento às etapas de avaliação neurológica. Dr. Ruy Okaji durante procedimento para retirada de tumor cerebral no músico Fábio Santa Casa de Marília/Reprodução Fábio foi inicialmente sedado para a abertura do crânio. Em seguida, foi despertado para responder a testes de fala, raciocínio, cálculos simples e memória. Por fim, recebeu o violão nos braços e cantou o clássico do rock nacional, emocionando os profissionais na sala cirúrgica. "Enquanto a linguagem era testada, o cérebro foi todo mapeado, sendo possível identificar o tumor e as áreas sadias, além de planejar o procedimento de ressecção. A importância do paciente estar acordado em algumas cirurgias neurológicas é a possibilidade de mapear as áreas eloquentes do cérebro. Assim, é possível retirar a maior quantidade possível do tumor com o menor risco de sequelas", destacou Okaji. Apesar do procedimento ter transcorrido dentro do planejamento da equipe médica, o quadro clínico do supervisor de engenharia se agravou nas semanas seguintes durante a sequência do tratamento oncológico. Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2026/11/04/paciente-que-tocou-violao-e-cantou-legiao-urbana-durante-cirurgia-tinha-musica-como-paixao-e-morreu-apos-luta-contra-cancer.ghtml


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